terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ano Novo! Vida Nova!
Hummm!
Será??!!
Sempre que chega esse período de fim de ano temos a sensação de que tudo vai mudar. Nossa vida vai se transformar como em um passe de mágica. A simples virada do ano parece que trará uma revolução em nossas vidas. Tudo mudará. Como diz a música: "Hoje é um novo dia, um novo tempo já começou. Todos os nossos sonhos serão verdade. O futuro já começou!". Assim pensamos, assim desejamos, assim acreditamos!
Talvez esse clima de festa, a sensação de que algo está terminando e outro algo começando, como um ciclo que não se fecha. Vida cíclica! Vida breve, vida!
É a roda girando! E cada vez mais rápido!
Temos a sensação que o tempo está passando cada vez mais rápido! mas não é que parece que foi ontem que estávamos reunidos nos confraternizando no Natal!! Era o final de 2009. GENTE!!! 2010 está terminando!!! Nosssa! Foi muito rápido!
Quanta coisa aconteceu! Até virei avó!!! Quase nem acredito em quanta mudança em tão pouco tempo!!!
Mas voltando as sensações que este período nos traz. Esperança de realizações, novos planos, novos projetos, promessa de perder aqueles indesejáveis quilinhos a mais (agora vai!), desejo de rever os amigos perdidos pelo tempo, desejo de mudar de emprego, de casa, de cidade. Desejo de encontrar o grande amor da vida!
Ah! Como seria bom que essa mágica existisse mesmo! Uma simples virada de ano, a contagem regressiva e pronto! VIDA NOVA! TUDO NOVO!!
E VIVA 2011!!!!!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Ser Fluminense (Por Artur da Távora) ***

*** Ser Fluminense (Por Artur da Távora) ***

Ser Fluminense é entender esporte como bom gosto. É ser leal sem ser boboca e ser limpo sem ser ingênuo.

Ser Fluminense é aplicar o senso estético à vida e misturar as cores de modo certo, dosar a largura do grená, a profundidade do verde com as planuras do branco.

Ser Fluminense é saber pensar ao lado de sentir e emocionar-se com dignidade e discrição. É guardar modéstia, a disfarçar decisão, vontade e determinação. É calar o orgulho sem o perder. É reconhecer a qualidade alheia, aprimorando-se até suplantá-la.

Ser Fluminense não é ser melhor, mas ser certo. Não é vencer a qualquer preço, mas vencer-se primeiro para ser vitorioso depois. É não perder a capacidade de admirar e de (se) colocar metas sempre mais altas, aprimorando-se na busca! E jamais perder a esperança até o minuto final.

Ser Fluminense é gostar de talento, honradez, equilíbrio, limpeza, poesia trabalho, paz, construção, justiça, criatividade, coragem serena e serenidade decidida.

Ser Fluminense é rejeitar abuso, humilhação, manha, soslaio, sorrateiros, desleais, temerosos, pretensão, soberba, tocaia, solércia, arrogância, suborno ou hipocrisia. É pelejar, tentar, ousar, crescer, descobrir-se, viver, saber, vislumbrar, ter curiosidade e construir.

Ser Fluminense é unir caráter com decisão, sentimento com ação, razão com justiça, vontade com sonho, percepção com fé, agudeza com profundidade, alegria com ser, fazer com construir, esperar com obter. É ter os olhos limpos, sem despeito, e claro como a esperança.

Ser Fluminense, enfim, é descobrir o melhor de cada um, para reparti-lo com os demais e saber a cada dia, amanhecer melhor, feliz pelo milagre da vida como prodígio de compreensão e trabalho, para construir o mundo de todos e de cada um, mundo no qual tremulará a bandeira tricolor.

(Artur da Távola)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Jogar pela honra o escambau!

(Lucas Araújo,30/11/2010)

De repente, da noite para o dia, o GUARANI passou a ser especial na mídia que por muitas e muitas vezes esqueceu que ele existia neste Campeonato Brasileiro.

Tudo muito normal, afinal, pela campanha que fizemos e pela oportunidade de decidir o Brasileirão, era mais do que natural que o foco das matérias nesta semana final de jogos fosse o GUARANI.

Só que, se por um lado vemos torcedores corintianos desesperados por um empate, vemos torcedores do Fluminense já comemorando o título. E vemos também uma terceira parte: a parte do GUARANI FUTEBOL CLUBE.

Torcedores do Corinthians apelam para que os jogadores bugrinos, mesmo rebaixados, pensem em sua honra e suas carreiras profissionais. Lembram da importância do GUARANI no cenário nacional. Pura balela para convencer-nos de tentar um empate já estando rebaixados.

E o Corinthians não medirá esforços para “incentivar” o GUARANI. Falam na tão comentada “mala branca”, que, segundo dizem aqui em Campinas, seria de R$ 1,5 MM.

Vem a parte do GUARANI, conduzia brilhantemente pelo Coordenador Técnico (?) Waguinho Dias. O festival de besteiras começa assim:

“Muitas vezes há esta situação entre os jogadores. Mas, até agora, não surgiu nada. Isso existe no futebol (mala branca), e acho que sempre dá uma motivação a mais para o jogador. Falando em nome dos atletas, o grupo aqui vai para ganhar do Fluminense, com incentivo ou sem. Se vier alguma oferta, vamos ver o que fazer”.

E o show de horrores continua:

“Imagine todas as atenções que vão estar voltadas para essa partida? Temos o profissionalismo e nosso nome em jogo, a camisa do Guarani tem de buscar a vitória a todo instante. Temos uma família por trás, uma torcida por trás, e não é um dinheiro extra que vai fazer o Guarani jogar mais. Já daremos o nosso máximo, isso os clubes do campeonato podem ter certeza”.

E não é só isso:

“O ser humano já tem de estar naturalmente motivado. O atleta tem um contrato que é bom para ele, com todas as garantias, então isso já o deixa bem para jogar. Tem essa partida contra o Fluminense que pode definir o futuro de várias equipes, e temos de honrar nossos compromissos profissionais”.

A torcida bugrina inteira, Waguinho Dias, quer saber do senhor, onde estava tanta vontade para ganhar um jogo, com ou sem mala a branca, nas últimas 12 rodadas do Brasileiro?

Alguém aí se preocupou com profissionalismo, nome em jogo e a camisa do GUARANI nesta campanha pífia e vergonhosa que fizemos, culminando com um rebaixamento?

Vão dar o máximo justamente agora, quando nosso rebaixamento já está decretado?

Honrar os compromissos profissionais? Agora o senhor vem falar em profissionalismo, quando muitos jogadores, nas últimas 12 rodadas, abandonaram o barco com misteriosas lesões? Onde estava a cobrança por profissionalismo por parte de nossos atletas nas últimas 12 rodadas sem vencer?

Gostaria de dizer que mesmo que o Corinthians ofereça 1 milhão de dólares para cada jogador do GUARANI, nada vai acontecer. O time é horrível, despreparado física, tática e tecnicamente, sem comando e composto por jogadores sem nenhuma condição de suportar um estádio lotado.

Se assistirmos ao jogo no domingo e constatarmos um GUARANI jogando com raça, lutando pelas bolas e tentando vencer o jogo constataremos, mais uma vez, a prostituição futebolística.

Porque quando nós precisamos de empenho destes caras, eles falharam.

E quando pode ter aparecido uma graninha para incentivá-los, este empenho voltou.

Que o GUARANI perca no domingo como perderia qualquer jogo contra uma equipe muito melhor que a sua neste Brasileirão.

Jogar pela honra o escambau.

Bando de fracos e omissos!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A intolerância humana é um assunto com o qual nos defrontamos a todo instante, no nosso dia a dia. A cada dia que passa mais me convenço que somos seres intolerantes: com o outro ao nosso lado, com nossa família, com nossos colegas de trabalho, com os desconhecidos do supermercado, do cinema, dos shoppings, da rua. A intolerância humana já foi, e é ainda hoje, a causa de muitas desavenças. Já provocou guerras, revoluções, verdadeiros massacres humanos. Somos intolerantes com aqueles que não pensam de forma semelhante a nós, com os que discordam ou nos contradizem, nos criticam. Somos intolerantes com a lentidão, sabedoria e a paciência dos idosos; com as brincadeiras, muitas vezes sem graça, de nossos colegas; com o trânsito lento e confuso; com um motorista que dirige mais devagar, em contraste com nossa pressa e queremos passar por cima, insultá-lo com um palavrão; intolerante com os horários de nossas crianças que, em geral, não combina com o nosso, elas sempre querem fazer as coisas nos horários mais impróprios, não é assim?; com uma vizinha ”perguntadeira”, enxerida; com o latido do cão do vizinho; com o barulho do som dos carros, dos bares, no fim de semana; com aquela maquina de lavar “rangedora” da chata da outra vizinha; do comentário descabido de uma colega; daquela mulher que insisti em vestir roupas inadequadas para sua idade (rsrs). Mas afinal, quem somos nós para julgar tanto as pessoas??!! Por que não conversar e tentar resolver algumas situações (soluções ao nosso alcance) e paramos tanto de reclamar? Por que arrastar tantas correntes, não é mais fácil tentar reverter a situação, procurar ver o lado bom das coisas, porque tudo tem um lado bom, nós é que insistimos em ver somente um lado: o nosso lado.

Tem segredo para conseguirmos ser mais tolerantes: nos colocarmos no lugar do outro. Não fazer ao outro o que não queremos que façam conosco. É simples assim!!!

A intolerância implica falta de respeito às idéias alheias, inflexibilidade, dureza de juízo.

São Luís, 19/10/2010.

domingo, 15 de fevereiro de 2009



O Brasil inteiro está "respirando" carnaval. As brincadeiras se multiplicam pelas cidades, Estados. As rádios tocam marchinas, sambas-enredo e a inevitável "axé-music".
Bateu-me uma nostalgia, uma espécie de "flash-back" se passou em minha cabeça. Os carnavais da minha infância e adolescência. Falando assim parece qu se passaram séculos...(rsrsrsrs)...NÃO (mais risos)...não sou tão "idosa" assim....(agora os risos se tranformam em uma gostosa gargalhada). São apenas alguns anos....
Nessa época o carnaval era animado, alegre e da paz...Podia-se brincar (crianças, adultos, idosos) sem medo de ser assalatado, violentado, esfaqueado...
Carnaval de rua, feito para brincar e se divertir....
Carnaval do tempo que brincava-se vestido de fantasias ou o tradicional "short-camiseta". Ainda não tínhamos sido contaminados pela "febre dos abadás".
As músicas que animava o povo eram as marchinhas de letras engraçadas e de duplo sentido.
De dia brincava-se nos "blocos de sujo" , chamado assim devido ao fato de todos se sujarem de maisena. A tradicional "guerra de maisena" (uns jogam maisena nos outros). Todos brincavam sujos de maisena. Uma multidão alegre, seguida de uma banda, desfilava por todo o centro da cidade.
À noite era a vez das "Blocos Tradicionais" (exclusivos aqui do Maranhâo), com suas fantasias riquíssimas, luxuosas, com sua batucada cadenciada. As bandas organizadas: Turma do Saco, U.R.T.A (Unidos do Regional Tocados a Álcool), entre outras que competiam entre si nas fantasias e animação. Além do desfile das Escolas de Samba...nas ruas e praças...Além disso tinham as "Tribos de Índios" (eu morria de medo qdo criança, achava que eram de verdade rsrsrs), os "Bloscos de "afoxé", a "Casinha da Roça" (que representava uma verdadeira casa da roça com mulheres cozinhando comidas típicas). Tem também o "Tambor de Crioula" que se apresentava pela cidade nesta época (não só nas festas juninas, na verdade é o ano inteiro).
Era um dia inteiro de folia que se estendia pela madrugada, sem o perigo de ser assaltada, violentada, esfaqueada.
Todos bricavam, de forma alegre, saudável. Não que fosse tudo flores, mas nada que se compare ao que vemos hoje. O máximo que acontecia era um ou outro bêbado incoveniente.
A impressão que temos é que os jovens de hoje não sabem se divertir sem estímulos de bebidas, "lolós" e outras dogras, entorpecentes. Ficam como loucos, chacoalhando como se tivessem tomado um choque elétrico. Sem falar na banalização do corpo, do beijo (dado em qualquer um, em vários até numa mesma noite), do sexo sem qualquer responsabilidade, de forma inconsequente...No meio dos blocos é um tal de "mão-boba"...parece que você perde o domínio do seu corpo, que passa a ser de domínio público...affe!! Exageros a parte (rsrsrs) o carnaval agora virou uma grande festa "baiana"...com abadás, músicas importadas de bandas da Bahia.. A violência que impera afasta as pessoas que não saem de suas casas com seus filhos para colocá-los em situação de risco. A maioria viaja para as cidades do interior nos dias de carnaval. Principalmente para cidades pequenas onde têm familiares, onde todos se conhecem, assim a brincadeira fica mais saudável.
Há uma política atual de resgatar os antigos carnavais, mas antes deve ser feito algo a respeito da violência que impera em todo o país. Na marginalização, na melhoria das condições de vida do povo. Na educação , sáude...aí sim, quem sabe, voltamos ser ser civilizados o bastante para brincarmos ser violentar ao outro e a nós mesmos.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Eu...

O paraíso em que vivo é cheio de solidão, cores, brilhos...
esperança e sonhos me acompanham
tudo sou e nada sei.
tudo espero e nada exigo
tudo quero e nada tomo
desejo, almejo...beijo!

ando e não me canso
nem sei onde vou chegar
mas caminho com passos firmes e decididos
sei que vou chegar.
onde? Não importa se chegar feliz e satisfeita
o que espero encontrar? Não sei...apenas sonho, desejo, almejo.
prevejo a sensação de satisfação...desejo saciado...
oh busca que não se acaba....
(Ceiça, 08/02/09-SLZ)

domingo, 13 de janeiro de 2008

Poema de Fernando Pessoa






Onde você vê um obstáculo,



alguém vê o término da viagem



e o outro vê uma chance de crescer.



Onde você vê um motivo pra se irritar,



Alguém vê a tragédia total



E o outro vê uma prova para sua paciência.



Onde você vê a morte,Alguém vê o fim



E o outro vê o começo de uma nova etapa...



Onde você vê a fortuna,



Alguém vê a riqueza material



E o outro pode encontrar por trás de tudo,



a dor e a miséria total.



Onde você vê a teimosia,



Alguém vê a ignorância,



Um outro compreende as limitações do companheiro,



percebendo que cada qual caminha em seu próprio passo.



E que é inútil querer apressar o passo do outro,



a não ser que ele deseje isso.



Cada qual vê o que quer,



pode ou consegue enxergar.



"Porque eu sou do tamanho do que vejo.



E não do tamanho da minha altura."

As Sem-razões do Amor (Carlos Drummond de Andrade)

Eu te amo porque te amo.

Não precisas ser amante,

e nem sempre sabes sê-lo.

Eu te amo porque te amo.

Amor é estado de graça

e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,

é semeado no vento,

na cachoeira, no eclipse.

Amor foge a dicionário

se a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo

bastante ou demais a mim.

Porque amor não se troca,

não se conjuga nem se ama.

Porque amor é amor a nada,

feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,

e da morte vencedor,

por mais que o matem (e matam)

a cada instante de amor.

Amizade (Ivone Boechat)


A amizade

é o mais belo afluente do amor,

ela ajuda a resolver,

com paciência,

as complicadas equaçõesda convivência humana.

A amizade

é tão forte quanto o amor,

ela educa o amor,

sinalizando o caminho da coerência,

apontando as veredas da justiça,

controlando os excessos da paixão.

A amizade

é um forte elo que une pessoas

na corrente do querer.

Amizade

é cola divina,

cola demais,

pode doer.

A amizade

tem muito mais juízo que o amor,

quando ele se esgota

e cisma de ir embora,

ela se propõe a ficar,

vigiando o sentimento que sobrou.